Bethesda III no laudo da tireoide: o que significa e quais os próximos passos
Resposta direta: Bethesda III, chamado de atipia de significado indeterminado, quer dizer que a punção encontrou alterações discretas nas células da tireoide, que não permitem chamar o nódulo de benigno nem de suspeito. O risco médio de câncer nessa categoria fica em torno de 22%, numa faixa de 13% a 30%, segundo o Sistema Bethesda de 2023. A maioria dos nódulos Bethesda III é benigna, e o próximo passo é definir qual investigação faz mais sentido no seu caso.
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O que o laudo Bethesda III descreve
O Sistema Bethesda organiza o resultado da punção aspirativa por agulha fina (PAAF) da tireoide em seis categorias, de I a VI. A categoria III fica logo acima do resultado benigno, o Bethesda II. Ela aparece quando o patologista vê algo diferente do habitual nas células, mas sem as características que levariam a classificar o nódulo como neoplasia folicular, suspeito ou maligno.
Você pode encontrar no laudo os termos atipia de significado indeterminado, a sigla AUS, que vem do inglês, ou a forma antiga, lesão folicular de significado indeterminado. Na edição de 2023, o laudo pode separar a atipia nuclear das outras atipias. A atipia nuclear, que descreve alterações no núcleo das células, pesa mais na avaliação do risco do que as demais.
Esse resultado não significa erro do exame. Ele reflete um limite da citologia: a punção retira poucas células, e algumas alterações só ficam claras com mais material ou com outras análises.
O que costuma ser feito depois
A escolha depende do ultrassom do nódulo, do tipo de atipia descrito no laudo, da idade, de outras doenças e da preferência do paciente. Os caminhos possíveis são estes.
Repetir a punção
É uma conduta frequente no Bethesda III. Uma nova punção, guiada por ultrassom, pode trazer material mais representativo e reclassificar o nódulo em uma categoria mais definida.
Teste molecular no material da punção
Analisa alterações genéticas nas células coletadas e ajuda a estimar se o nódulo tende a ser benigno. Em parte dos casos, pode evitar uma cirurgia diagnóstica.
Cirurgia diagnóstica de um lobo
Quando as etapas anteriores não esclarecem ou quando o ultrassom traz achados que aumentam a suspeita, a retirada do lobo da tireoide onde está o nódulo define o diagnóstico com o exame da peça inteira. Em casos selecionados, a cirurgia pode ser feita pela boca, sem cicatriz no pescoço, pela técnica TOETVA.
Acompanhamento com ultrassom
Em situações específicas, discutidas caso a caso, o nódulo pode ser acompanhado com ultrassom periódico.
Quando procurar um cirurgião de cabeça e pescoço
Sempre que o laudo vier Bethesda III, porque a escolha entre repetir a punção, fazer o teste molecular, operar ou acompanhar envolve pesar o laudo junto com o ultrassom. O cirurgião de cabeça e pescoço avalia os dois exames e explica, para o seu caso, o que cada opção envolve.
Se você já recebeu uma indicação e quer entender as alternativas, uma segunda opinião é um direito seu.
Para a consulta, vale levar:
- o laudo da punção;
- o laudo do ultrassom e, se tiver, as imagens em CD ou link;
- exames de sangue e outros exames da tireoide que você já tenha feito;
- as lâminas da punção, se o laboratório tiver entregue.
Onde é o atendimento e como agendar
Em Vitória, o Dr. Thiago atende na Oncoclínicas Medquimheo, na Av. Vitória, 2767, no Horto, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com hora marcada. O consultório recebe pacientes de Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana, Guarapari e do interior do Espírito Santo.
O agendamento é feito pelo WhatsApp. Ao marcar, você pode enviar uma foto ou o PDF do laudo, para que o exame já esteja em mãos na consulta. A equipe organiza o agendamento, mas não comenta resultados por mensagem: a interpretação do laudo é feita na consulta.
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O Dr. Thiago também atende em São Paulo e em Sorocaba. Veja cirurgia da tireoide em Vitória, cirurgia da tireoide em São Paulo e cirurgia da tireoide em Sorocaba. Para outras doenças da cabeça e do pescoço no Espírito Santo, veja cirurgião de cabeça e pescoço em Vitória.
Perguntas frequentes sobre Bethesda III
Bethesda III é câncer?
Na maioria das vezes não. O risco médio de câncer nessa categoria fica em torno de 22%, numa faixa de 13% a 30%, segundo o Sistema Bethesda de 2023. O resultado pede mais um passo de investigação, e não um diagnóstico de câncer.
Vale repetir a punção?
Muitas vezes sim. No Bethesda III, uma nova punção costuma trazer uma resposta mais definida, porque a alteração pode ter sido discreta ou o material, limitado. A decisão depende do ultrassom e do que o laudo descreve.
O que é teste molecular?
É uma análise feita no material da própria punção, que procura alterações genéticas associadas a nódulos benignos ou malignos. Ajuda a estimar o comportamento do nódulo e, em parte dos casos, pode evitar uma cirurgia.
Preciso operar?
Nem sempre. Repetir a punção, fazer o teste molecular ou acompanhar com ultrassom são caminhos possíveis. A cirurgia de um lobo entra quando as outras etapas não resolvem a dúvida ou quando o ultrassom pesa a favor dela.
Se o laudo vier com outra categoria, veja também Bethesda IV no laudo da tireoide.
Sobre o autor
Dr. Thiago Celestino Chulam, médico. CRM-ES 8482, RQE 8763. CRM-SP 131.730, RQE 44274. Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Cirurgião oncológico do A.C. Camargo Cancer Center, fellowship no Instituto Europeu de Oncologia em Milão, professor da UFES. Atende em Vitória na Av. Vitória, 2767, Horto, na Oncoclínicas Medquimheo.
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Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Revisado em 30 de outubro de 2026.
Referências
- Ali SZ, Baloch ZW, Cochand-Priollet B, et al. The 2023 Bethesda System for Reporting Thyroid Cytopathology, 3ª edição. Thyroid, 2023. doi.org/10.1089/thy.2023.0141
- Haugen BR, et al. 2015 American Thyroid Association Management Guidelines for Adult Patients with Thyroid Nodules and Differentiated Thyroid Cancer. Thyroid, 2016. doi.org/10.1089/thy.2015.0020
Atualizado em 30 out 2026
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