Cirurgia

Ablação de Nódulos da Tireoide Radiofrequência, sem retirar a glândula

A ablação por radiofrequência (RFA) é um procedimento minimamente invasivo, guiado por ultrassonografia, que reduz gradualmente o volume de nódulos benignos da tireoide sem cirurgia e sem remoção da glândula. É indicada em casos selecionados, após confirmação de benignidade por punção, e a decisão entre acompanhar, ablar ou operar é sempre individual.

O que é a ablação por radiofrequência da tireoide

A ablação por radiofrequência (RFA) é um tratamento minimamente invasivo para nódulos benignos da tireoide. Em vez de retirar parte ou toda a glândula, como na cirurgia convencional, um eletrodo fino é introduzido no nódulo através da pele, guiado por ultrassonografia em tempo real. A ponta do eletrodo gera calor de forma controlada e trata o tecido do nódulo, que passa a ser reabsorvido pelo organismo ao longo dos meses seguintes.

Na prática, isso significa que o nódulo diminui progressivamente de volume, o tecido tireoidiano saudável ao redor é preservado e, na maior parte dos casos, a função da glândula é mantida. O procedimento é feito com anestesia local, em regime ambulatorial, e o acesso é uma punção pequena, sem incisão cirúrgica.

A RFA não é uma substituta universal da cirurgia. Ela tem indicações bem definidas e é uma ferramenta a mais para o cirurgião de cabeça e pescoço oferecer ao paciente a conduta mais adequada ao seu caso, seja acompanhamento, ablação ou tireoidectomia.

Para quem a ablação pode ser indicada

A indicação depende de uma avaliação completa, que inclui ultrassonografia de qualidade, punção aspirativa por agulha fina (PAAF) com resultado compatível com benignidade e, quando necessário, exames de função tireoidiana. Em linhas gerais, a ablação pode ser considerada em:

  • Nódulos benignos com sintomas compressivos, como sensação de aperto no pescoço, dificuldade para engolir ou desconforto ao deitar;
  • Nódulos benignos com incômodo estético, visíveis no pescoço, que causam constrangimento ao paciente;
  • Nódulos benignos em crescimento progressivo, documentado em exames sucessivos;
  • Nódulos autônomos (hiperfuncionantes), em casos selecionados, como alternativa a outras formas de tratamento;
  • Pacientes que não podem ou preferem não realizar cirurgia, após discussão clara das vantagens e limitações de cada opção.

A ablação, em regra, não é indicada quando há suspeita ou confirmação de câncer de tireoide, situação em que a cirurgia continua sendo o tratamento de referência, pois permite a análise completa da peça e o estadiamento adequado. Nódulos muito volumosos, múltiplos nódulos com indicação de tratamento da glândula inteira, gestação e algumas condições clínicas também podem contraindicar ou limitar o procedimento. Cada caso é analisado individualmente.

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Como é o procedimento, passo a passo

Antes: consulta com o Dr. Thiago Chulam, revisão dos exames, ultrassonografia detalhada do nódulo e confirmação de benignidade por punção (em geral, duas punções compatíveis com benignidade, conforme as diretrizes). O paciente recebe orientações sobre medicamentos, jejum e o que esperar.

No dia: o procedimento é realizado com anestesia local na região do pescoço, com o paciente acordado e confortável. Sob visão ultrassonográfica contínua, o eletrodo é posicionado no nódulo e o tratamento é feito por etapas, movendo a ponta do eletrodo para tratar toda a extensão do nódulo. A duração costuma variar de 30 a 60 minutos, conforme o tamanho e a quantidade de nódulos.

Depois: o paciente permanece em observação por um curto período e recebe alta no mesmo dia. O retorno às atividades habituais costuma ser rápido, geralmente em um a dois dias. O acompanhamento é feito com ultrassonografias periódicas, em geral aos 1, 3, 6 e 12 meses, para documentar a redução do volume.

A redução do nódulo é gradual: os resultados mais expressivos costumam aparecer entre 6 e 12 meses. Em nódulos maiores ou em casos específicos, pode ser necessária mais de uma sessão para atingir o objetivo do tratamento.

Riscos, limitações e o que esperar

Como todo procedimento médico, a ablação por radiofrequência tem riscos, ainda que a taxa de complicações seja baixa quando realizada por profissional treinado. Os efeitos mais comuns são dor ou desconforto local nos primeiros dias, inchaço e pequenos hematomas na região tratada. Complicações menos frequentes incluem alteração transitória da voz (por irritação do nervo laríngeo recorrente), pequena queimadura de pele no ponto de entrada e, raramente, alteração da função tireoidiana.

É importante saber que o nódulo não desaparece por completo na maioria dos casos: ele diminui de volume, e uma parte residual pode permanecer e, em alguns pacientes, voltar a crescer ao longo dos anos, o que pode exigir novo tratamento. Por isso, o acompanhamento com ultrassonografia é parte do tratamento.

A ablação também não substitui a avaliação criteriosa de nódulos suspeitos. Quando existe possibilidade de malignidade, a cirurgia segue sendo o caminho adequado. O papel do cirurgião de cabeça e pescoço é justamente ajudar o paciente a entender qual opção faz sentido para o seu caso, sem promessas de resultado e com base em evidências.

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Ablação ou cirurgia: como decidir

Não existe resposta única. A cirurgia de tireoide (tireoidectomia total ou parcial) oferece a retirada definitiva do nódulo e a análise completa do tecido, sendo o tratamento de escolha para câncer de tireoide e para nódulos suspeitos. A ablação, por outro lado, preserva a glândula, é realizada com anestesia local e tem recuperação mais rápida, mas está restrita a nódulos benignos selecionados e tem resultado gradual e, em parte dos casos, parcial.

Por atuar tanto com a cirurgia quanto com a ablação, o Dr. Thiago Chulam avalia cada paciente sem viés por uma técnica específica. A conduta é definida em conjunto, considerando o tipo de nódulo, os sintomas, os exames, as condições clínicas e as preferências do paciente. Se quiser saber se o seu nódulo pode ser tratado por ablação, o primeiro passo é uma consulta de avaliação com os exames em mãos.

Saiba mais sobre a cirurgia de tireoide com o Dr. Thiago Chulam e sobre os nódulos e doenças da tireoide tratados no consultório.

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Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes sobre ablação de nódulos da tireoide

A ablação por radiofrequência dói?

O procedimento é realizado com anestesia local, e a maioria dos pacientes relata apenas desconforto leve, como pressão ou calor na região do pescoço. Nos primeiros dias pode haver dor local moderada, geralmente controlada com analgésicos comuns. A percepção varia de pessoa para pessoa.

O nódulo desaparece depois da ablação?

Na maioria dos casos o nódulo diminui de forma significativa ao longo de 6 a 12 meses, mas não costuma desaparecer por completo. Uma parte residual pode permanecer e, em alguns pacientes, voltar a crescer com o tempo. Por isso o acompanhamento com ultrassonografia faz parte do tratamento.

Vou precisar tomar hormônio da tireoide depois?

Como a ablação trata apenas o nódulo e preserva o restante da glândula, a função tireoidiana costuma ser mantida, e a maioria dos pacientes não precisa de reposição hormonal. Isso é diferente da tireoidectomia total, em que a reposição é necessária. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

A ablação serve para câncer de tireoide?

Em regra, não. A ablação é indicada para nódulos benignos confirmados por punção. Quando há suspeita ou confirmação de câncer, a cirurgia continua sendo o tratamento de referência, pois permite a retirada completa e a análise do tecido. Situações específicas são discutidas caso a caso com o cirurgião.

Quantas sessões são necessárias?

Muitos nódulos são tratados em uma única sessão. Em nódulos grandes ou em casos específicos, pode ser necessária uma segunda sessão, geralmente após avaliação do resultado com ultrassonografia alguns meses depois.

Quanto tempo leva a recuperação?

A alta acontece no mesmo dia e o retorno às atividades habituais costuma ocorrer em um a dois dias. Recomenda-se evitar esforço físico intenso na primeira semana. As orientações específicas são dadas na consulta e após o procedimento.

Quais exames preciso levar na consulta?

Ultrassonografia recente da tireoide (com laudo e, se possível, imagens), resultado da punção (PAAF) quando já realizada, exames de função tireoidiana (TSH e T4 livre) e a lista de medicamentos em uso. Se ainda não tiver esses exames, eles podem ser solicitados na primeira consulta.

Locais de atendimento

Atendimento em São Paulo, Sorocaba e Vitória.

Consultas particulares, com possibilidade de teleconsulta para revisão inicial de exames e segunda opinião, conforme avaliação.

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