Dr. Thiago Chulam comenta a relação do vírus HPV com os tumores de boca e garganta

Em uma entrevista início de junho, o ator americano Michael Douglas afirmou que seu câncer de laringe, diagnosticado em 2010, foi causado pela infecção do Papilomavírus Humano (HPV)

A declaração causou agitação na imprensa mundial e alertou a população para essa questão: o HPV é fator de risco para o câncer de boca e garganta?
Enquanto antes a doença era mais prevalente em pacientes com mais de 50 anos, tabagistas e etilistas, hoje há um grande número de casos desse tumor em pacientes mais jovens e que nunca fumaram ou beberam.
Segundo Dr. Thiago Celestino Chulam, titular do Núcleo de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo Cancer Center, o vírus, muito comum tanto em mulheres quanto homens, precisa de uma célula hospedeira para se replicar e tem predileção por células de revestimento, como a mucosas e a pele. Diante disso, o colo do útero e a garganta são os locais preferidos para instalação desse vírus, o que não exclui a possibilidade da existência do mesmo em qualquer região de revestimento.
A prevenção é a melhor ferramenta para evitar a infecção do vírus e a informação é sempre uma aliada. A principal via de transmissão do HPV é a relação sexual, portanto, medidas de proteção são muito eficazes. O uso de camisinha impede cerca de 70% das contaminações, mas, como o método não recobre toda a área genital, ainda pode haver contaminação quando houver contato com essas áreas descobertas, completa.
A vacinação é outra forma de prevenção, indicada principalmente para mulheres entre 9 e 26 anos e, preferencialmente, aquelas que ainda não tiveram relação sexual. Mulheres que já estejam infectadas ou que tenham mais de 26 anos podem se beneficiar com a vacinação apenas em situações em que o subtipo da infecção seja diferente daqueles presentes na vacina (subtipos 6,11,18 e 18), ou seja, caso a paciente já tenha estado em contato com algum dos subtipos presentes na vacina, sua eficácia é questionável.
Por negligência a sintomas como rouquidão, feridas nos lábios, engasgos frequentes, perda de peso, dificuldade para engolir e falta de ar, os tumores de cabeça e pescoço são descobertos em estágios avançados em 75% dos casos, quando os índices de sobrevida são menores e os tratamentos mais agressivos. Lesões na boca ou garganta com mais de 14 dias de evolução e sem melhora, devem ser avaliadas por um médico especialista para esclarecimento adequado.
O A.C.Camargo Cancer Center é uma instituição multidisciplinar e oferece tratamento especializado, que envolve não apenas o cirurgião oncologista, mas uma completa equipe formada também por oncologistas clínicos, radioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, odontologistas, entre outros, para pacientes diagnosticados com esse tipo de tumor. –
FONTE: http://www.accamargo.org.br/noticias/

By | 2018-03-20T23:18:35+00:00 December 1st, 2014|Informações úteis|1 Comment